Algas Comestíveis/Edible seaweed

Existem cerca de 10.000 espécies de macroalgas divididas em 3 grandes grupos: castanhas (Ochrophyta), verdes (Chlorophyta) e vermelhas (Rhodophyta), de acordo com os pigmentos fotossintéticos e a composição química. Algumas macroalgas crescem mais de 50cm por dia, chegando a atingir mais de 60m de comprimento, outras só crescem alguns centímetros por ano. A distribuição e abundância das espécies são condicionadas por vários fatores ambientais e fatores biológicos como a resistência a predadores e a competição entre espécies por recursos essenciais. As diferentes estratégias de adaptação das macroalgas a estes fatores são facilmente visíveis na elevada diversidade de tamanho, forma, cor e textura existente entre espécies e até mesmo dentro da mesma espécie. algaplus_algas_tokdemarThere are approximately 10.000 species of seaweed divided into 3 large groups: brown (Ochrophyta), green (Chlorophyta) and red (Rhodophyta), according to the photosynthetic pigments and chemical composition. Some seaweed grow more than 50cm per day, until 60m long, while others only grow a few centimeters a year. The distribution and abundance of species are conditioned by several environmental and biological factors, such as the resistance to predators and competition between species for essential resources. The different strategies of adjustment to these factors are easily seen in the high diversity of size, shape, colour and texture between species and even between specimens in the same species. 

As macroalgas têm sido utilizadas desde a antiguidade como alimento e medicamento. O registo mais antigo data de 12100 AC no Chile. Nos países ocidentais, o interesse das macroalgas na alimentação humana tem vindo a aumentar, principalmente devido à tendência para a utilização e consumo de produtos 100% naturais e ao reconhecimento das suas propriedades nutricionais (proteínas, fibras, vitaminas, ácidos gordos insaturados, minerais) e nutracêuticas (e.g. anti-oxidante, anti-colesterol). Na Europa a legislação (EC258/97) restringe a utilização generalizada de macroalgas na alimentação humana e animal, admitindo apenas 22 espécies como comestíveis. No entanto, não há registos de algas tóxicas para consumo humano (só algumas com sabor muito amargo!). Noutras partes do mundo, há muitas outras espécies que entram na dieta das populações e que podem mesmo ser encontradas em alguns pontos de venda na Europa (p.e. a Codium spp. Caulerpa spp., Hizikia fusiformis, Macrocystis pyrifera)Seaweed have been used since ancient times as food and medicament. The oldest evidence dates from 12100 AC in Chile. In occidental countries the interest in seaweed for food consumption has been increasing, mostly due to a tendency to consume and use natural products and the recognition of their nutritional (proteins, fibres, vitamins, polyunsaturated fatty acids, minerals) and nutraceutical (e.g. anti oxidant, anti cholesterol) properties. In Europe legislation (EC258/97) restrains the general use of seaweed for human and animal food consumption, accepting only about 22 species as edible.  However, there is no record of toxic species for human consumption (only a few can have a more bitter taste!). In reality, in other parts of the world there are several other species that are regularly consumed and can even be found in some European food-shops (e.g. Codium spp. ,Caulerpa spp., Hizikia fusiformis, Macrocystis pyrifera).

A extracção de ficocolóides (fico=alga + colóide=gel) a nível industrial é um sector muito importante da aplicação das algas. Os alginatos (algas castanhas), os carraginatos e o agar (algas vermelhas) são dos agentes estruturantes e/ou texturizantes mais explorados para várias aplicações na indústria alimentar, cosmética, biomedicina, farmacêutica, entre outras. Os produtos que apresentem os códigos E400 a E407 têm na sua composição estes ficocolóides (e.g. pasta de dentes, gelatina). The extraction of phycocolloids (phyco=seaweed + colloid=gel) in industrial business is a very important application of seaweed. Alginates (brown seaweed), carrageenans and agar (red seaweed) are the most explored structuring and/or texturizing agents for several applications in industries such as food, cosmetic, biomedical, pharmaceutics, among others. Products that present the codes E400 to E407 have in their compositions these phycocolloids (e.g. tooth paste, jelly). 

Em baixo segue a lista atual das espécies de algas consideradas comestíveis na Europa (www.ceva,fr) por nome científico e comumPlease find below the current list for the seaweed species considered as edible in Europe (www.ceva.fr) by scientific and common name

CASTANHAS BROWN

Alaria esculentaWakame atlântico, Wing kelp, Dabberlocks

Ascophyllum nodosumLimo-de-nós, Rockweed, Egg wrack

Fucus vesiculosusBladder wrack

Fucus spiralisBodelha, Botelho, Fava-do-Mar, Spiral wrack

Himanthalia elongata Esparguete-do-Mar, Sea spaghetti

Laminaria digitata –  Kombu, Kelp

Laminaria japonica/Saccharina japonicaSea tangle, Kombu, Japanese kelp

Saccharina latissima Sugar kelp, Royal kombu

Undaria pinnatifida –  Wakame, Kelp

 VERDES GREEN

Enteromorpha spp. – Erva-patinha verde, Fitas-verdes, Gut laver, Aonori

Ulva spp.  – Alface-do-mar, Sea lettuce

 VERMELHAS RED

Chondrus crispusMusgo-irlandês, Lichen, Irish moss

Gracilaria verrucosa –  Cabelo-de-velha, Ogonori

Lithothamnium calcareum –  Maerl

Mastocarpus stellatus –  Falso Musgo-irlandês, False Irish moss

Palmaria palmataBotelho-comprido, Dulse

Porphyra spp. (umbilicalis, tenera, yezoensis, dioica, purpurea, laciniata, leucosticta)  – Erva-patinha, Nori Atlântico, Nori, Atlantic Nori, Laver

Apesar de não fazer parte parte da lista do “Centre d´Étude et Valorisation des Algues”, a espécie Osmundea pinnatifida ou Erva-malagueta tem um histórico considerável de consumo nos Açores e outras partes da Europa, onde são um aperitivo muito apreciado. Although it doesn´t make part of list produced by the “Centre d´Étude et Valorisation des Algues”, Osmundea pinnatifida or Pepper dulse, has a considerable historic consumption in the Açores and other parts of Europe where it´s a much appreciated snack.  

Omelete com alface-do-mar/Omelette with sea lettuce

INGREDIENTES INGREDIENTS

2 ovos eggs

1 colher de sopa de leite tablespoon of milk

1 mão cheia de alface-do-mar hidratada ou uma colher de sopa seca handful of sea lettuce hydrated or 1 tablespoon of dried sea lettuce

1 mão de folhas de espinafres handful of spinach leaves

25g de queijo ralado grated cheese

cebolinho a gosto chives to taste

sal com alface-do-mar q.b. salt with sea lettuce

óleo ou azeite oil or olive oil

PREPARAÇÃO PREPARATION

Bata os ovos inteiros com um pouco de sal com alface-do-mar e adicione o leite. Acrescente a alface-do-mar picada ou seca, os espinafres, o queijo ralado e o cebolinho picado, aos ovos batidos. Beat the eggs with a bit of salt with sea lettuce and add the milk. Add the sea lettuce, spinach, grated cheese and chopped chives, to the beaten eggs.

Aqueça bem o óleo ou o azeite numa frigideira e junte a mistura. Com a ajuda de um garfo vá libertando os lados, de modo a que o ovo cru de cima passe para baixo. Cozinhe durante 2 a 3 minutes ou até a omelete começar a levantar e a ficar dourada. Sirva quente. Heat the oil in the pan over moderate heat and add the mixture. With a fork releases the sides, so that the raw egg passes down. Cook for 2-3 minutes, or until the omelette starts to rise and turn gold. Serve hot.

Receita e imagem retiradas de “Prannie Rhatigan´s Irish Seaweed Kitchen”  Recipe and photo taken from “Prannie Rhatigan´s Irish Seaweed Kitchen”